Academia Econômica
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Articles from Academia Econômica

O mal do capital - perte 3
2008-03-10 15:41:00
O capitalismo consagrou-se, na opinião de alguns, como o mais bem sucedido dos sistemas. Por outro lado, alguns o vêem como o mais doente, trazendo mazelas a toda humanidade. Essa discussão é retórica, e que fornece base a diversas discussões intermináveis. No entanto, alguns argumentos podem ser analisados e por vezes combatidos.Atribuir ao antigo sistema feudal um valor que nunca possuiu é digno de insanidade. Relações idílicas? Qual a diferença entre o empresário que contrata empregados e os “exploram” – de acordo com o próprio Marx - e o senhor feudal que explora seus servos? Diria que apenas há uma exploração disfarçada no sistema atual. Mas que superiores naturais são esses? Se por um lado o servo trabalhava e possuía a terra e equipamentos, por outro, esses nem sempre eram deles e o trabalho era intenso e a maior parte de seu produto não ficava com o trabalhador. Egoísmo, cinismo, dentre outras antivirtudes, são provenientes do caráter humano, facil ...
O mal do capital - parte 2
2008-03-05 08:53:00
Nessa citação fica claro o definitivo protesto dos autores contra o sistema pequeno-burguês - se assim posso reproduz parte da redação - que urge das entranhas do feudalismo.Logo percebo que o instrumento principal de fetichismo da sociedade burguesa, a meu ver, o dinheiro, é o alvo de maior crítica dos autores, em contra partida há sobremaneira exaltação as relações medievais. Estas merecem a minha observação, já que vejo o sistema feudal menos aprimorado que o burguês - e posterior capitalista - partindo do ponto que, apesar da crítica feita pelos autores, NENHUM sistema conseguiu ser tão eficiente em seu objetivo como o capitalista: acumular, centralizar e concentrar capital e criar artifícios para tal objetivo via avanços que -paradoxalmente - de uma forma ou outra são benéficos a nós. Claro que para o sucesso desse sistema, muitas mazelas são realizadas - poderia ficar horas escrevendo sobre isso - no entanto, não existem fortes justificativas religiosas, ...
O mal do capital - parte 1
2008-03-03 13:15:00
Onde quer que tenha chegado ao poder, a burguesia destruiu todas as relações feudais, patriarcais, idílicas. Estilhaçou, sem piedade, os variegados laços feudais que subordinavam o homem a seus superiores naturais, e não deixou subsistir entre os homens outro laço senão o interesse nu e cru, senão o frio 'dinheiro vivo'. Submergiu nas aguas glaciais do cálculo egoísta os frêmitos sagrados da piedade exaltada do entusiasmo cavaleiresco, do sentimentalismo pequeno-burguês. Reduziu a dignidade pessoal a simples valor de troca e, em lugar inumeráveis liberdades estatuídas e arduamente conquistadas , erigiu a liberdade única e implacável do comércio. Em resumo, substituiu a exploração disfarçada sob ilusões religiosas e políticas pela exploração aberta, cínica, direta e brutal.[Trecho do "Manifesto do Partido Comunista", publicado em 1848 por Marx e Engels]GLOSSÁRIOIdílicas: Amoroso, pastoril.Variegados: Diversos, vários.Frêmitos: Vibração, cólera.Erigiu: ...
Economia sustentável
2008-02-19 12:00:00
Quem nunca ouviu aquela frase quando desperdiçava comida: “Com tanta gente passando fome...”. Mas afinal, se você comesse tudo as pessoas continuariam passando fome. O fato é que o desperdício é um problema, uma atitude que se tenta modificar desde quando somos crianças, mas nem sempre compreendida ou seguida, até mesmo por quem ensina.Como ensinar para uma criança, filho de pais ricos, que ele deve economizar e não pode desperdiçar o que tem? É difícil acreditar que um dia pode tornar-se pobre e que perca tudo o que tem.O capitalismo, como nenhum outro sistema, foi capaz de acumular um gigantesco volume de riqueza. A ascensão social nunca pareceu tão fácil. Mas assim como a criança de classe média, não acreditamos que um dia tudo isso possa acabar.Em meio de volumosa produção e riqueza, a consciência de que os recursos são escassos se perde. A civilização capitalista ainda não esta preparada para o fim dos recursos naturais como petróleo, minérios, carv ...
Tecnologia e Inovação
2008-02-11 10:50:00
Schumpeter foi por muitos consagrado como o autor que apresentou, de forma consistente, o papel das inovações no processo produtivo. Atualmente quando consideramos algum empreendimento como moderno, geralmente a tecnologia é a fundamentação de tal confirmação.Desde a revolução Industrial, as máquinas e as técnicas cada vez mais avançadas tornaram a produtividade cada vez maior. Produtividade maior significa possibilidade de conquistar mais espaço no mercado e tornar maior o registro contábil dos lucros. Se uma empresa é capaz de colocar mais produtos no mercado, a um preço menor ou igual, com o mesmo custo ou menos: adquire vantagens em relação aos seus concorrentes.Máquinas e processos informatizados permitem a dispensa de força humana e reduzem, de forma expressiva, as falhas operacionais.Há muito tempo a demanda por força de trabalho humano é reduzido nos setores agrícolas. Algumas máquinas fazem em pouco tempo o trabalho que necessitava de vários camponese ...
Sobre o mercado
2008-02-06 11:15:00
Sem dúvida o núcleo do sistema capitalista é o mercado. Um ambiente onde os indivíduos trocam bens úteis entre si, mercadorias, serviços, objetos reais e virtuais. A evolução deste núcleo é a unidade de medida do desenvolvimento do sistema. As trocas entre esses bens úteis deixaram de ser pessoais e dependentes de diversas funções do acaso, e passaram a ser executadas por uma mercadoria comum, o dinheiro.Até mesmo a moeda sofreu grandes alterações em seu uso, se antes os metais preciosos faziam as conversões de valor, hoje caminhamos com nossos bolsos cheios de papel e metal que não possuem valor algum se não fossem institucionalizados e que os agentes não confiassem em tal instituição. Percebemos, também, as relações comerciais sendo realizadas através de meios fictícios, como os cartões de créditos, os títulos, as transferências comerciais, entre outros exemplos.Chegamos às situações curiosas, mas que passam despercebidas, como por exemplo, comprar d ...
Perfil Político
2007-12-28 12:30:00
Em desses blogs, achei um teste muito interessante. Ele pretende informar qual seu perfil político, baseado em respostas ao questionário. Esse foi meu resultado.Você é de Social Liberal(68% permissive)e um... Economic Liberal(38% permissive)Você é melhor descrito como:Democrat (38e/68s)Link: O Teste de Política em Ok CupidTambém: O Teste de Personalidade do OkCupidImagina eu, um democrata .... ...
Resenha sobre J. B. Say
2007-12-21 12:14:00
Jean Baptiste Say é um autor bastante citado por vários outros, inclusive os nossos contemporâneos. Sua herança intelectual é importante e respeitada até pelos os que são contrários a sua teoria.Em sua obra o “Tratado de Economia Política”, podemos perceber de forma didática os fundamentos da escola clássica e a vértebra do pensamento ortodoxo. Desse autor conhecemos a formulação não inédita, mas atribuída a ele, da Lei dos Mercados que ficou resumida na frase “Toda oferta cria sua própria demanda”.Valor, riqueza e produção.A definição de produção é um aspecto que Say tenta deixar bastante claro durante sua obra, não apenas sua conceituação, mas também seu funcionamento e particularidades. Para isso, entre outras coisas, se vale da analise do valor das mercadorias, do conceito de riqueza e das variáveis que afetam a produção.Say afirma que produção é tudo aquilo que gera bens úteis, é em outras palavras um fenômeno produtor de utilidade. Ac ...
Teoria do valor
2007-12-12 15:48:00
12 de dezembro de 2007A compreensão de um todo começa com o entendimento de uma parte. Assim entenderam diversas correntes de pensamento, inclusive na economia. Percebemos a teoria do valor presente em algumas correntes econômicas, a teoria do valor nos indica entre outras coisas o que é a riqueza, como mensura-las entre outras percepções.Karl Marx trata em sua obra de uma analise do valor, de maneira sintética, o valor nasce do trabalho, pois Marx entende que é a partir do trabalho que as mercadorias surgem e adquire utilidade para a sociedade. Em sua obra complexa, o autor de O Capital explica como as relações de trabalho, produção e circulação se processam e como chegamos à noção de riqueza.Uma leitura menos preocupada não revela o que essa linha de pensamento implica. Quando Marx propõe que o trabalhador é o criador de valor e consequentemente o de riqueza, ele o coloca em um patamar mais elevado do que vinha apresentado pelas demais teorias até então. Durante ...
O que é oferta ?
2007-12-09 10:18:00
9 de dezembro de 2007A microeconomia reserva duas teorias importantes para se entender o mercado. A primeira é a teoria do consumidor, que busca compreender o que leva os agentes a consumir e quais são os fatores relacionados a este consumo, de um modo geral, entendemos o aspecto da demanda. Em seguida, compreendemos a teoria do produtor, que analisa as características da oferta, o que a determina e seus efeitos sobre o mercado.Oferta é uma denominação genérica para indicar o que é disponibilizado ao mercado, independente da sua natureza.Ao contrário da AD (Aggregate demand), a curva AS (Aggregate supply) e positivamente inclinada. Isso significa que quanto maior for o preço de mercado, maior será a oferta de bens por parte dos produtores.Quando a oferta se expande de AS1 para AS2, o resultado é uma maior quantidade de bens ofertados (a quantidade passa de Q1 para Q2). Supondo que a demanda não se altera, percebemos que os preços diminuem. Quanto maior for a quantidade de ...
Economista
2007-12-05 12:48:00
05 de dezembro de 2007Ainda me impressiono com a versatilidade do curso de economia, é muito interessante observar como existem grandes diferenças entre os profissionais.Um médico formado aqui no Espírito Santo talvez não tenha a mesma experiência que um formado em São Paulo, mas provavelmente as diferenças são poucas. O engenheiro europeu talvez possua um vasto conhecimento prático das novas tecnologias, deixando para trás o mesmo profissional brasileiro, no entanto, assim que o avanço aqui ocorrer, as diferenças diminuem. Com o economista não ocorre o mesmo, até mesmo porque tratamos de uma ciência social, ou humana, como quiserem.Que existem economistas diferentes pelo mundo é fácil entender. Cada país tem sua particularidade, seu ponto de vista, suas experiências, enfim. Dentro de um mesmo país tentamos entender, no Brasil existem aquelas academias mais ortodoxas, outras mais heterodoxas e outras nem lá nem cá. Mais o que dizer dentro de um mesmo corredor, pr ...
O que é demanda ?
2007-11-27 10:31:00
3 de dezembro de 2007Modelos econômicos não podem expressar a realidade como um todo, são como mapas geográficos que se prestam para entender o objeto, mas possuem abstrações e omitem certas informações. No entanto, tanto um mapa como um modelo econômico são úteis para se ter uma idéia do objeto de estudo, o grande desafio está em se libertar das abstrações e aplicar suas conclusões na prática.Quando utilizamos os gráficos AS-AD (AS é Aggregate supply que significa oferta agregada e AD é Aggregate demand que significa demanda agregada), estamos fazendo uma longa lista caeteris paribus. Mas o caso é que funcionam muitas vezes para se entender certas relações, e até mesmo chegar a conclusões diferentes.A primeira idéia que aprendemos nestes gráficos é a lei da oferta e demanda. Em economia, demanda ou procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo.O cons ...
Rapidinha: Por que odiar Hugo Chavez?
2007-11-27 10:31:00
Há algum tempo atrás li essa pergunta em algum blog, desculpem mas não me recordo onde.O que ele faz na República Bolivariana da Venezuela nos interessa?Sim, claro, como dizem por ai, a historia sempre se repete, o que ele faz la reflete em toda a América, se não fosse assim ninguem se importaria.A questão é avaliar se seus interesses (de Chavez), são realmente direcionados a maioria venezuelana. ...
Os determinantes do investimento: Keynes e Kalecki
2007-11-16 13:13:00
A relação de causa e efeito: poupança x investimentoKalecki, Keynes e os clássicos acreditam na igualdade do sistema no que tange ao nível de poupança e investimento. Encontrar a variável que os determinam, centraliza a discordância sobre o tema.Para os clássicos, o nível de poupança vai definir a renda do sistema e essa por sua vez o nível de investimento. Em sua dissertação de mestrado o Professor Dirceu Grasel comenta:"Um aumento no desejo de poupar a uma taxa de investimento constante reduz a demanda por bens de consumo, o que igualmente reduz a taxa de lucro deste setor, provocando uma diminuição no investimento, na renda e no deseja de poupar, restabelecendo-se novamente o equilíbrio entre poupança e investimento."Com Kalecki e Keynes o efeito causalidade se altera: o investimento é visto como criador e não resultante da poupança. A poupança seria sempre igual ao investimento como acreditavam os neoclássicos. No entanto, as decisões de investimento e de po ...
A tecnologia e a relação com o emprego
2007-10-25 17:53:00
Desde antes do século XV o mundo experimenta as relações do atual sistema, mas e a partir do século XVIII com a Revolução Industrial que o capitalismo toma traços nunca imaginados. Dessa revolução, nascem os grandes pensadores da escola de ciências econômicas. Observa-se que este período nos deixa de herança avanços técnicos e intelectuais.A revolução traz consigo o acirramento da luta de classes, que mesmo que doutores em economia insistam em negar, é um fato que qualquer leigo pode observar. Movimentos e organizações surgiram dessa época, as "trade-unions", o movimento cartista e notadamente o movimento Ludita. Essa ultima revolta era contra as máquinas, pois para os revoltosos, essas eram a causa do desemprego em fábricas. Invadiam fábricas e quebravam máquinas.Até nossos dias essa discussão se faz presente, são ou não as máquinas as causadoras do desemprego, ou pelo menos a principal ?Quando um empresário compra um bem de capital, sua intenção é au ...
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